<T->
           A Escola  Nossa
           Histria -- 4a. srie
           Ensino Fundamental

           Rosemeire Alves 
           Maria Eugnia 
           Bellusci 
           
<F->
Impresso Braille em 3 partes na diagramao de 28 linhas por 34 caracteres, da 1a. edio, So Paulo, 2006, da editora 
Scipione.
<F+>

           Primeira Parte

           Ministrio da Educao
           Instituto Benjamin Constant
           Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
           22290-240 Rio de Janeiro 
           RJ -- Brasil
           Tel.: (21) 3478-4400
           Fax: (21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          -- 2007 --
<p>
          Copyright (C) Rosemeire 
          Alves e Maria
          Eugnia Bellusci 
          Direitos desta edio cedidos  Editora Scipione Ltda.

          Edio: 
          Angelo Bellusci Cavalcante

          Assistncia editorial: 
          Marco Csar Pellegrini

          ISBN 85-262-5335-2 -- AL
          ISBN 85-262-5336-0 -- PR
          
          Av. Otaviano Alves de Lima, 4.400 6 andar e andar intermedirio ala "B" Freguesia do 
          CEP 02909-900 -- 
          So Paulo -- SP
          Caixa Postal 007
          Divulgao 
          Tel.: (11) 3990-1788
<F->
~,www.scipione.com.br~,
e-mail: ~,scipione@scipione.~
  com.br~,
<F+>
<p>
                               I
<R+>
          Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)
          (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Alves, Rosemeire
    Histria, 4a. srie, ensino fundamental / Rosemeire Alves, Maria Eugnia Bellusci. -- So Paulo: Scipione, 2003. -- (Coleo A escola 
   nossa)

    1. Histria (Ensino fun-
  damental) I. Bellusci, Maria 
  Eugnia. II. Ttulo.
  III. Srie.

03-5059          CDD-372`.89

ndices para catlogo sistem-
  tico:

 1. Histria: Ensino fundamental 372`.89
<R->
<P>
Rosemeire Aparecida Alves 
  Tavares

  Licenciada em Letras pela 
 Universidade Estadual de Londrina -- UEL (PR)
  Ps-graduada em Lngua Portuguesa pela UEL (PR)

Maria Eugnia Bellusci 
  Cavalcante

  Licenciada em Histria pela UEL (PR)
<p>
                            III 
 Por dentro de seu livro

  Ao estudar Histria, voc tem a oportunidade de conhecer um pouco mais de si mesmo, das pessoas com quem se relaciona e do mundo em que vive.
  Pensando nisso, elaboramos este livro. Ele foi produzido com o objetivo de contribuir para que voc adquira novos conhecimentos e se perceba como parte integrante do processo de construo da Histria.
  Esperamos que seu estudo seja o mais agradvel e proveitoso possvel.
  Seu livro de 4 srie  composto de seis unidades, que possuem os seguintes ttulos: Tempo e histria, O Brasil tem histria, Na poca dos engenhos, O sculo do ouro, Brasil: de Colnia a Repblica, Um sculo de Repblica.
  Nas pginas de abertura, voc encontrar textos, questionamentos e outras propostas de atividades que esto relacionadas ao tema principal da unidade.
  Os contedos de Histria so desenvolvidos de forma a despertar seu interesse. Para isso, em todo o livro, so utilizados diferentes tipos de textos.
  Os questionamentos que acompanham os textos procuram incentivar a anlise e a interpretao dos contedos apresentados e, tambm, a explorao de experincias relacionadas a seu cotidiano.
  Curiosidades e informaes complementares relacionadas a alguns dos contedos desenvolvidos na unidade so apresentadas na seo * bom saber*.
  Com as atividades da seo *Registrando informaes* voc aprender a representar informaes por meio da montagem de tabelas, grficos e linhas do tempo, e a interpret-los corretamente.
  Nas sees *Atividades* e *Mais atividades*, so propostos exerccios variados e interessan-
                               V
tes, que vo auxili-lo na compreenso dos contedos estudados e na elaborao de novos conceitos.
  Por meio da atividade de *Entrevista*, voc descobrir novas fontes de informao para enriquecer seu conhecimento. 
  Em alguns momentos, voc vai debater idias, expressar seu ponto de vista e conhecer a opinio de seus colegas sobre assuntos polmicos relacionados a diversos temas.
  As informaes da seo *Passeando pela histria* foram elaboradas com o objetivo de apresentar variados aspectos relacionados ao modo de vida em diferentes pocas.
  No *Glossrio*, so apresentadas as explicaes de algumas palavras e expresses que aparecem no livro indicadas por asterisco.
  Essa  a maneira como seu livro est organizado. Esperamos que ele contribua para seu aprendizado
<P>
 e lhe proporcione uma melhor compreenso da realidade em que voc vive.

As autoras

<P>
                             VII
Sumrio Geral

Primeira Parte

Unidade 1

 Tempo e histria ::::::::::: 1
 O tempo na histria :::::::: 3
 Contando o tempo ::::::::::: 5

Unidade 2

 O Brasil tem Histria :::: 23
 Brasil, 500 anos? ::::::::: 24
 Os primeiros habitantes da 
  Amrica :::::::::::::::::: 28
 Navegando pelo oceano :::::: 31
 Passeando pela histria
  O desenvolvimento das 
  tcnicas de navegao ::::: 40
 O cotidiano em alto-mar :::: 44
 Os primeiros contatos 
  entre indgenas e 
  portugueses ::::::::::::::: 46
 As terras indgenas viram
  colnia de Portugal :::::: 53
<P>
 Um governo portugus na
  Colnia :::::::::::::::::: 57
 Passeando pela histria
  As vilas e cidades fun-
  dadas no sculo XVI ::::: 62

Unidade 3

 Na poca dos engenhos :::::: 71
 A produo agrcola no  
  Brasil atual ::::::::::::: 72
 A cana-de-acar chega  
  Colnia :::::::::::::::::: 74
 A vida nos engenhos :::::::: 79
 Defendendo as terras
  conquistadas :::::::::::::: 92
 A economia colonial no 
  sculo XVII ::::::::::::: 97
 Passeando pela histria
  As lutas pela 
  liberdade ::::::::::::::::: 104

Segunda Parte

Unidade 4

 O sculo do ouro ::::::::::: 111
 Uma terra que d ouro :::::: 112
<p>
                             IX
 A vida nas vilas e cidades 
  mineiras :::::::::::::::::: 116
 No controle das minas :::::: 125
 Impostos na atualidade ::::: 132
 A crise na minerao ::::::: 135
 O ouro muda a capital da 
  Colnia :::::::::::::::::: 141
 A arte no sculo do ouro ::: 143
 Passeando pela histria
  Primeiros conflitos na
  Amrica portuguesa ::::::: 147

Unidade 5

 Brasil: de Colnia a  
  Repblica :::::::::::::::: 156
 A Corte portuguesa chega  
  capital da Colnia ::::::: 158
 Servios pblicos essen-
  ciais na atualidade ::::::: 165
 A Colnia passa a ter um 
  novo governante ::::::::::: 167
 O Brasil livre do domnio 
  portugus ::::::::::::::::: 174
 Um imperador no governo do 
  Brasil ::::::::::::::::::: 182
<P>
 Um novo sistema de governo: 
  as regncias :::::::::::::: 187
 Passeando pela histria
  Principais revoltas no  
  perodo regencial ::::::::: 189
 Um novo imperador para o 
  Brasil ::::::::::::::::::: 194
 A modernizao das cidades 
  no sculo XIX ::::::::::: 197
 A vida nas fazendas de 
  caf :::::::::::::::::::::: 204
 A queda da Monarquia :::::: 208

Terceira Parte

Unidade 6

 Um Sculo de Repblica ::: 217
 Os primeiros tempos de
  Repblica no Brasil ::::: 220
 Passeando pela histria
  Conflitos nos primeiros 
  anos da Repblica :::::::: 228
 Mudanas na capital do 
  Brasil ::::::::::::::::::: 232
 O crescimento e a trans-
  formao das cidades :::::: 238
<P>
                              XI
 O lazer no incio do  
  sculo XX ::::::::::::::: 241
 O mais longo governo repu-
  blicano do Brasil :::::::: 244
 Um novo governo e uma nova 
  capital para o Brasil :::: 254
 O governo nas mos dos 
  militares ::::::::::::::::: 258
 A populao luta por mais 
  participao :::::::::::::: 265
 A populao escolhe seu 
  novo governante ::::::::::: 269
 O Brasil do sculo
  XXI ::::::::::::::::::::: 273
 Glossrio :::::::::::::::::: 283
 Sugestes de leitura ::::::: 292
<p>
Notas de transcrio:

  Nesta obra, as palavras abaixo enumeradas tm estes sentidos:
<F->
<R+>
1 -- Charge:  uma ilustrao que faz uma brincadeira, ironia ou crtica sobre alguma situao que ocorre na sociedade.
2 -- Ilustrao, imagem: figura usada para exemplificar ou 
  reforar uma idia ou um texto.
3 -- Legenda: texto explicativo de: fato, gravura, ilustrao, quadro, etc.
4 -- Reproduo: cpia do 
  original de um quadro, desenho, gravura, etc. 
<R->
<F+>
<11>
<Thist. escola 4a.>
<t+1>
Unidade 1

Tempo e histria

  Sempre que um historiador ou qualquer pessoa investiga um fato histrico, procura localiz-lo no tempo, isto , identificar quando esse fato ocorreu.

<R+>
 o Relacione cada descrio da imagem a uma das informaes escrevendo a letra e o nmero correspondentes. Depois, copie do texto a data em que cada um dos fatos ocorreu.

_`[{descrio das imagens:
  A -- foto de um navio;
  B -- reproduo do documento que declarou extinta a escravido no Brasil;
  C -- foto da inaugurao da TV Tupi_`]
<R->
<P>
  1) No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel assinou a Lei urea, que determinou a abolio da escravido no Brasil.
  Apesar de decretar o fim da escravido, essa lei no garantia a eles uma vida digna. Assim, mesmo aps terem conquistado a liberdade, os ex-escravos tiveram que continuar lutando pela sobrevivncia e por melhores condies de vida.
  2) A primeira emissora de televiso do Brasil foi inaugurada em 18 de setembro de 1950, e se chamava TV Tupi.
  Para a inaugurao, o dono da emissora, Assis Chateaubriand, instalou 200 aparelhos de televiso em diversos lugares da cidade de So Paulo. Como o preo dos aparelhos era muito elevado, as pessoas assistiam  programao em televisores que foram colocados nas vitrinas de algumas lojas da cidade.
  3) No dia 18 de junho de 1908, chegou  cidade de Santos o navio *Kasato Maru*. Nesse navio, vieram os primeiros imigrantes japoneses para trabalhar, principalmente, nas lavouras de caf do estado de So Paulo.

<12>
 O tempo na histria

  Os fatos histricos sempre ocorrem em um lugar definido e em uma poca determinada. Por isso  possvel localiz-los no espao e no tempo.
  Em alguns casos, os fatos histricos podem ter acontecido em um passado muito distante; em outros, podem ter ocorrido em pocas mais recentes.
  O texto a seguir narra um fato histrico ocorrido no Brasil. Leia-o.

  [...] entre 1917 e 1920, um ciclo de greves de grandes propores surgiu nas principais cidades do pas, especialmente no Rio de Janeiro e em So Paulo. [...]
  Os trabalhadores no pretendiam revolucionar a sociedade, mas melhorar suas condies de vida e conquistar um mnimo de direitos [...]: aumento de salrios; proibio do trabalho de menores de catorze anos; abolio do trabalho noturno de mulheres e menores de dezoito anos; jornada de oito horas, com acrscimo de 50% nas horas extras; fim do trabalho nos sbados  tarde; garantia de emprego [...].

<R+>
Boris Fausto. *Histria do
  Brasil*. So Paulo, Edusp,
  1995.
<R->

O que diz o texto

<r+>
 1- Qual  o assunto tratado nesse texto?
 2- De acordo com o texto, quando esses fatos ocorreram?
 3- Quais foram os objetivos dos manifestantes?
 4- Ainda hoje ocorrem greves de trabalhadores no pas? Se ocorrem, quais so as principais causas?
<R->
<13>

Contando o tempo

  Nos estudos de Histria so utilizadas diferentes medidas de tempo para situar os fatos histricos, como, por exemplo, o dia, o ms e o ano.
  Essas medidas de tempo aparecem registradas nos calendrios e, geralmente, so utilizadas para identificar mais precisamente quando ocorreram alguns fatos histricos.
  Alm do dia, ms e ano, em Histria so utilizadas outras medidas de tempo para identificar quando os fatos histricos ocorreram.
<R+>
 o Identifique nas frases a seguir algumas dessas medidas e copie-as.
<P>
 a) A televiso chegou ao Brasil no final da dcada de 1940.
 b) A luta dos povos indgenas por suas terras vem ocorrendo desde o incio da colonizao portuguesa, no sculo XVI.
 c) A energia eltrica foi uma das mais importantes descobertas do segundo milnio.
<R->

  Essas medidas (dcada, sculo e milnio) correspondem a diferentes perodos de tempo.
  A dcada corresponde a um perodo de 10 anos, ou seja, ao agrupamento
do tempo de 10 em 10 anos. Veja alguns exemplos.
  A dcada de 1900 corresponde aos anos de 1901 a 1910.
  A dcada de 1910 corresponde aos anos de 1911 a 1920.
  A dcada de 1920 corresponde aos anos de 1921 a 1930.

<R+>
 o Agora, escreva quais so os anos correspondentes s dcadas indicadas a seguir.
<P>
 a) 1930
 b) 1940
 c) 1950
 d) 1960
 e) 1970
 f) 1980
 g) 1990
 h) 2000

 o Escreva a qual dcada pertence cada um dos anos a seguir.
 a) 1943
 b) 1998
 c) 2015
 d) 1970
 e) 1927
 f) 1965
 g) 1981
 h) 1904
 i) 1952
 j) 1977
 l) 1934
 m) 1916

 o Responda as questes a seguir.
 a) Em qual dcada voc nasceu?
<P>
 b) Em qual dcada voc est vivendo atualmente?
<R->
 
<14>
  O sculo corresponde a um perodo de 100 anos.
  No calendrio que utilizamos, a contagem dos anos tem incio no ano 1, quando, segundo a tradio crist, nasceu Jesus Cristo. Assim, os fatos que ocorreram do ano 1 ao ano 100 depois do nascimento de Cristo pertencem ao sculo I, os fatos que aconteceram do ano 101 ao ano 200 correspondem ao sculo II, e assim por diante.
  O sculo  uma medida de tempo bastante utilizada nos estudos de Histria. Para indicar em que sculo ocorreu um determinado fato histrico, geralmente, so usados smbolos romanos.
  Veja alguns exemplos no quadro a seguir.

<R+>
_`[{quadro dividido em trs colunas onde os dados de cada uma aparecem na seguinte ordem:
  Sculo _l Smbolos romanos _l Correspondente aos anos_`]

<F->
1  _l I      _l de 1 a 100 
2  _l II    _l de 101 a 200
3  _l III   _l de 201 a 300
4  _l IV    _l de 301 a 400
5  _l V      _l de 401 a 500
6  _l VI    _l de 501 a 600
7  _l VII   _l de 601 a 700
8  _l VIII  _l de 701 a 800
9  _l IX    _l de 801 a 900
10 _l X      _l de 901 a 1000
12 _l XII   _l de 1101 a 1200
14 _l XIV   _l de 1301 a 1400
15 _l XV    _l de 1401 a 1500
18 _l XVIII _l de 1701 a 1800
20 _l XX    _l de 1901 a 2000
21 _l XXI   _l de 2001 a 2100
<F+>

 o Agora, junte-se a um colega e procurem identificar as informaes a seguir.
 a) Em qual sculo vocs nasceram?
 b) Em qual sculo estamos vivendo?
 c) Em que ano o sculo em que estamos teve incio?
<R->

<15>
  O milnio  uma medida de tempo que corresponde a um perodo de 1000 anos.
  Neste caso, se um fato ocorreu do ano 1 ao ano 1000 aps o nascimento de Cristo, dizemos que ele pertence ao primeiro milnio, se o fato aconteceu do ano 1001 ao ano 2000, dizemos que ele corresponde ao segundo milnio e assim por diante.

<R+>
 o Responda as questes a seguir.
 a) Em qual milnio voc nasceu?
 b) Em qual milnio estamos vivendo?
 c) Em que ano comeou e em que ano terminar o milnio em que estamos vivendo?
<R->

  bom saber

  Para identificar a que sculo pertence determinado ano, utilize as regras abaixo.
<P>
<R+>
 o Se o ano terminar com dois zeros, corte os dois zeros e assim voc saber a que sculo pertence esse ano. Veja os exemplos.
 1500: o ano de 1500 pertence ao sculo XV
 1700: o ano de 1700 pertence ao sculo XVII
 2000: o ano de 2000 pertence ao sculo XX
 o Se o ano no terminar em zeros, corte os dois ltimos algarismos e some 1 ao nmero que resta. Veja os exemplos.
 1532: (15+1)=16 o ano de 1532 pertence ao sculo XVI
 1798: (17+1)=18 o ano de 1798 pertence ao sculo XVIII
 2004: (20+1)=21 o ano de 2004 pertence ao sculo XXI
<R->

  Essas regras tambm podem ser aplicadas para descobrir a que milnio pertence um determinado ano. Veja.
<P>
<R+>
 o Se o ano terminar com trs zeros, corte os zeros e assim voc saber a que milnio pertence esse ano. Veja os exemplos.
 1000: o ano 1000 pertence ao primeiro milnio
 2000: o ano 2000 pertence ao segundo milnio
 3000: o ano 3000 pertencer ao terceiro milnio
 o Se o ano no terminar em trs zeros, corte os trs ltimos algarismos e some 1 ao nmero que resta. Veja os exemplos.
 1001: (1+1)=2 o ano 1001 pertence ao segundo milnio
 2004: (2+1)=3 o ano 2004 pertence ao terceiro milnio
<R->
<16>

Atividades

<R+>
 1- Relacione as dcadas apresentadas a seguir s informaes, escrevendo a letra e o nmero correspondentes.
 a) Dcada de 1900
 b) Dcada de 2000
 c) Dcada de 1930
 d) Dcada de 1950
 e) Dcada de 1920
<R->

  1) Em julho de 2002, na final da Copa Mundial de Futebol, a seleo brasileira venceu a seleo da Alemanha e tornou-se pentacampe mundial de futebol.
  2) O primeiro vo de Santos Dumont com o seu famoso avio "14-Bis" ocorreu em 23 de outubro de 1906, no Campo Bagatelle, em Paris, Frana.
<17>
  3) Em 1922, foi realizada a primeira transmisso oficial de rdio no Brasil.
  4) A esttua do Cristo Redentor, localizada na cidade do Rio de Janeiro, foi inaugurada em 12 de outubro de 1931.
  5) A cidade de Braslia foi inaugurada em 21 de abril de 1960. A partir dessa data, ela tornou-se a capital do Brasil em substituio ao Rio de Janeiro.
<18>
<P>
<R+>
 2- Escreva o sculo correspondente a cada um dos anos a seguir.
 a) 1957
 b) 2003
 c) 898
 d) 549
 e) 1900
 f) 1778
 g) 1627
 h) 1501
 i) 1150

 3- Copie o quadro a seguir substituindo as letras pelas informaes apresentadas a seguir.

 2000 -- 762 -- #:o milnio -- 1994 -- #;o milnio

<R->
_`[{contedo do quadro_`]
<F->
<P>
!:::::::::::::::::::::::::: 
l Ano A -- 1 milnio   _
l Ano 1412 -- milnio B _
l Ano C -- 2 milnio   _
l Ano 2001 -- milnio D _
l Ano E -- 2 milnio   _
h::::::::::::::::::::::::::j
<F+>
 
 bom saber

  Como vimos, de acordo com o calendrio cristo, os anos comeam a ser contados a partir do ano de nascimento de Cristo, que corresponde ao ano 1.
  Quando fazemos referncia a um fato que ocorreu em um ano anterior ao ano 1, usamos a expresso "antes de Cristo", representada pela sigla a.C. ao lado da data. Observe o exemplo.

  A cidade de Roma, na Itlia, foi fundada em 753 a.C.

  Os anos anteriores ao nascimento de Cristo so numerados em ordem decrescente, ou seja, do maior para o menor, sempre acompanhados pela sigla a.C. Veja na linha do tempo, a seguir, como isso ocorre.

Nascimento de Cristo

<R+>
_`[{linha do tempo adaptada_`]
 ... ano 6 a.C. -- ano 5 a.C. -- ano 4 a.C. -- ano 3 a.C. -- ano 2 a.C. -- ano 1 a.C. -- ano 1 -- ano 2 -- ano 3 -- ano 4 -- ano 5 -- ano 6 -- ano 7 ...
<R->

  Nos anos posteriores ao ano 1, podemos usar a sigla d.C., que significa "depois de Cristo", ou escrever apenas a data, sem nenhuma sigla acompanhando. Veja o exemplo.
  A lei que aboliu a escravido no Brasil foi assinada no ano de 1888.
<19>
<P>
 Mais atividades

<R+>
 1- Copie os sculos apresentados a seguir e escreva os smbolos romanos que correspondem a cada um desses sculos.
 a) Sculo 1
 b) Sculo 2
 c) Sculo 3
 d) Sculo 4
 e) Sculo 5
 f) Sculo 6
 g) Sculo 7
 h) Sculo 8
 i) Sculo 9
 j) Sculo 10
 l) Sculo 11
 m) Sculo 12
 n) Sculo 13
 o) Sculo 14
 p) Sculo 15
 q) Sculo 16
 r) Sculo 17
 s) Sculo 18
 t) Sculo 19
 u) Sculo 20
 v) Sculo 21

Registrando informaes

 o Observe a linha do tempo a seguir e escreva a dcada que cada uma das letras est indicando. Veja o exemplo.

_`[{a linha do tempo indica os anos de: 1500, 1600, 1700, 1800, 1900, 2000 e mostra, entre os intervalos dos anos, as letras A, B, C, D, E, F_`]
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  Agora, ao lado das dcadas anote o sculo a que cada uma delas pertence.
 a) Dcada 1590 -- Sculo .....
 b) Dcada 1650 -- Sculo .....
 c) Dcada 1770 -- Sculo .....
 d) Dcada 1860 -- Sculo .....
 e) Dcada 1930 -- Sculo .....
<20>
<P>
<R+>
 2- Na linha do tempo a seguir esto registrados alguns fatos que aconteceram na dcada de 1990. Leia as informaes sobre cada um desses fatos e observe o ano em que eles ocorreram.

_`[{linha do tempo adaptada_`]
<R->
  1991 -- Criado o Cdigo de Defesa do Consumidor, que estabelece normas de proteo e defesa do consumidor brasileiro em casos de propaganda enganosa e abusiva, contratos mal elaborados, ofertas anunciadas e no cumpridas etc.
  1992 -- O presidente da Repblica Fernando Collor de Mello foi acusado de participar de um esquema de corrupo. 
  Insatisfeita, a populao brasileira saiu s ruas para protestar e exigir o seu afastamento. Depois de muitas presses da populao e de polticos, Collor renunciou a seu cargo de presidente. O vice-presidente, Itamar Franco, assumiu a presidncia do pas.
  1993 --
  1994 -- Entrou em vigor a nova moeda brasileira, o real, criada pelo ento ministro da fazenda Fernando Henrique Cardoso.
  Nesse mesmo ano, Fernando Henrique disputou as eleies para a presidncia da Repblica e venceu no primeiro turno com quase 55% dos votos.
  1995 -- 
<21>
  1996 -- Nas Olimpadas de Atlanta, nos Estados Unidos, o Brasil conquistou o #,o e o #;o lugares no torneio de vlei de praia feminino. Uma dupla, Jaqueline e Sandra, ganhou a medalha de ouro e a outra dupla, Adriana e Mnica, conquistou a medalha de prata.
  1997 -- Cientistas do Instituto Roslin, na Esccia, anunciaram o nascimento da ovelha Dolly, o primeiro animal clonado no mundo.
<P>
  1998 -- Pela primeira vez no Brasil foi eleito, por dois mandatos seguidos, um presidente da Repblica. Fernando Henrique Cardoso reelegeu-se com cerca de 53% dos votos e, como havia ocorrido na eleio de 1994, ele venceu no primeiro turno.
  1999 -- Edson Arantes do Nascimento, o Pel, foi eleito o "Atleta do sculo XX" pelo Comit Olmpico Internacional. Em sua carreira, Pel acumulou vrios recordes, como o de maior artilheiro da seleo brasileira (95 gols) e o maior artilheiro profissional do mundo (1.286 gols).
  2000 -- Em 22 de abril de 2000, foram comemorados os "500 anos do Brasil". Muitas pessoas prestaram homenagens aos navegantes portugueses por sua chegada a este territrio. Mas vrios grupos da sociedade protestaram, principalmente os indgenas, pois
<P>
 seus direitos no foram respeitados ao longo destes "500 anos".

<R+>
 a) Procure recordar-se de fatos da sua vida e da vida de seus familiares que ocorreram na dcada de 1990, como: o ano de seu nascimento ou de um irmo ou irm, o ano de casamento de seus pais, uma viagem que voc tenha feito com sua famlia etc. Anote os fatos e o ano em que eles ocorreram. Depois, escreva um texto comentando os fatos da dcada de 1990 registrados na linha do tempo acima e inclua os fatos que voc anotou.
<R->

                  oooooooooooo
<22>
<P>
Unidade 2

O Brasil tem Histria

  Observe as imagens a seguir. Elas representam alguns acontecimentos que fazem parte da histria do Brasil.

<R+>
_`[{a -- Caravelas ao largo e um barco com portugueses se aproximando da praia. Na areia, indgenas observam, espantados, o desembarque; 
  B -- Escravos num engenho de acar;
  C -- Escravos com os ps dentro de um rio vigiados por um feitor;
  D -- D. Pedro I, montado em um cavalo, entre os seus seguidores, no dia 7 de setembro de 1822;
  E -- Braslia no dia 21 de abril de 1960_`]
<23>
<P>
 o Escreva qual  o acontecimento que est sendo representado
em cada uma das imagens.
<R->

<24>
 Brasil, 500 anos?

  No dia 22 de abril de 2000, em diversos lugares do pas, foram organizadas cerimnias e festividades para comemorar "500 anos do Brasil".
  Mas esses 500 anos so contados a partir de qual data?
  Os 500 anos do Brasil so contados a partir do dia 22 de abril de 1500, que foi o dia em que navegadores portugueses, comandados por Pedro lvares Cabral, chegaram ao territrio que hoje corresponde ao Brasil.
  Aps a chegada, Cabral tomou posse das terras em nome do rei de Portugal, sem levar em considerao o fato de que aqui j viviam povos que eram os seus verdadeiros donos.
  Essa data passou a ser considerada, desde ento, pelos portugueses, como o dia do "Descobrimento do Brasil".

<R+>
 o Considerando que este territrio j era habitado quando os portugueses aqui chegaram,  correto afirmar que o Brasil foi descoberto pelos portugueses? Por qu? 
<R->

<25>
  Esses 500 anos do Brasil, entretanto, no foram comemorados por todas as pessoas. Lderes indgenas de vrios lugares do pas organizaram uma marcha de protesto contra as comemoraes oficiais dos "500 anos do Brasil".
  Esses lderes encontraram-se na aldeia Patax de Coroa Vermelha, prximo a Porto Seguro, e realizaram o maior encontro de lderes indgenas j ocorrido no Brasil.
  Leia o trecho de um depoimento dado por Maninha Xukuru, uma lder dos indgenas Xukuru-Kariri, do estado de Alagoas, que participou da organizao da marcha de protesto.

  A marcha demonstra o nosso repdio s comemoraes oficiais. Os povos indgenas tm sofrido violncias e massacres de todos os tipos nestes cinco sculos. Dezenas de naes indgenas foram totalmente eliminadas. Ns mostraremos a real situao em que vive o nosso povo: misria, negao dos nossos direitos, discriminao e outras agresses. [...]
  Enquanto o governo brasileiro estar festejando, ns vamos denunciar e mostrar ao mundo o que o Brasil fez com os donos desta terra e como est tratando os que resistiram.

<R+>
William Frana. "Lder aponta contradio nos festejos". In: *Folha de S. Paulo*, 09/04/2000.
<R->
<P>
O que diz o texto
  
<R+>
1- De acordo com o texto, o que tem acontecido com os povos indgenas nestes cinco sculos?
 2- Segundo a liderana indgena, qual  a real situao em que vivem os indgenas atualmente?
 3- O que os indgenas pretendiam com a marcha de protesto?
<R->

  Muitos povos indgenas protestaram na poca das comemoraes dos "500 anos do Brasil" porque, para eles, o dia 22 de abril de 1500 marca o incio da invaso de suas terras pelos portugueses.
  Para os indgenas, esses 500 anos foram de sofrimento e explorao de seu povo. Mas, tambm, foram 500 anos de resistncia e de luta em defesa de suas terras e seus direitos.
<26>
<P> 
Os primeiros habitantes da
  Amrica

  Quando Cabral e sua esquadra chegaram aqui, no ano de 1500, todo o territrio j era habitado por numerosos povos indgenas.
  Calcula-se que, nas terras que hoje correspondem ao Brasil, viviam cerca de trs milhes de indgenas. Esses indgenas eram descendentes dos primeiros povoadores da Amrica, que chegaram a este continente h milhares de anos.
  Existem diferentes teorias que tentam explicar como ocorreu o povoamento da Amrica. Observe a descrio do mapa abaixo e as informaes que nele aparecem.

Teoria sobre o povoamento da 
  Amrica

<R+>
_`[{mapa indicando as rotas dos grupos humanos que, segundo duas teorias chegaram  Amrica, vindos da sia e da Oceania_`]
 Legenda: *Teoria de Bering* -- Essa teoria afirma que grupos humanos vindos
da sia teriam atravessado uma ponte de gelo, que existia onde hoje se
encontra o estreito de Bering, e se espalhado pela Amrica. 
  *Teoria transocenica* -- De acordo com essa teoria, os primeiros
habitantes da Amrica teriam vindo da Oceania em pequenas 
embarcaes,
navegando de ilha em ilha pelo oceano Pacfico.

 o De acordo com a Teoria de Bering, de onde partiram os grupos humanos que povoaram a Amrica? Como eles se locomoveram?
 o Segundo a Teoria transocenica, de onde teriam vindo os primeiros habitantes da Amrica? Como eles se locomoveram?
<R->
<27>
<P>
 bom saber

  Alm da discusso a respeito do lugar de origem dos primeiros habitantes da Amrica, h uma outra questo que provoca muitos debates entre os pesquisadores: a poca em que esses povoadores teriam chegado ao continente americano.
  Muitos estudiosos acreditam que o ser humano tenha chegado s terras que hoje correspondem  Amrica h cerca de 12 mil anos. Entretanto, algumas pesquisas recentes indicam que esse fato pode ter ocorrido h muito mais tempo.  o caso, por exemplo, das pesquisas que vm sendo realizadas nos stios arqueolgicos descobertos no municpio de So Raimundo Nonato, no estado do Piau.
  Esses stios arqueolgicos foram descobertos pela pesquisadora brasileira Nide Guidon. Na dcada de 1970, ela encontrou em So Raimundo Nonato milhares de pinturas rupestres.
<P>
  De acordo com estudos, essas pinturas teriam sido feitas por pessoas que viveram no atual estado do Piau, h cerca de 40 mil anos.
  A descoberta desses stios arqueolgicos foi muito importante para ajudar na compreenso da histria dos primeiros habitantes do nosso territrio.
  Devido  sua importncia, em 1991, a Unesco elevou o Parque Nacional da Serra da Capivara  condio de Patrimnio Cultural da Humanidade.

<28>
 Navegando pelo oceano

  Como vimos, em 1500, os portugueses chegaram ao territrio que hoje corresponde ao Brasil.
  Mas o que fez com que eles chegassem at esse territrio?
  Ao longo do sculo XV, o governo portugus organizou diversas expedies martimas, a fim de explorar a costa da frica e encontrar uma passagem entre o oceano Atlntico e o oceano ndico para poder chegar s ndias.
  Se encontrassem esse caminho martimo, os portugueses poderiam participar do comrcio de diversos produtos, principalmente o de especiarias, que era realizado entre a Europa e as ndias.
  As especiarias como cravo, canela, gengibre, pimenta e noz-moscada eram muito valorizadas na Europa. Alm de servirem como tempero, eram usadas na conservao dos alimentos ou como remdios.
  Observe, na descrio do mapa a seguir, as principais expedies realizadas pelos portugueses na tentativa de descobrir o caminho martimo para as ndias.

 Explorao da costa africana 
  pelos portugueses no sculo XV

<R+>
_`[{mapa indicando as rotas, das expedies, transcritas a
  seguir_`]
<F->
Lisboa ::o Ceuta (1415)
Lisboa ::o Cabo Bajador (1434)
Lisboa ::o Ilhas de Cabo Verde
              (1456)
Lisboa ::o Guin (1472)
Lisboa ::o Congo (1483)
Lisboa ::o Cabo da Boa Espe-
              rana (1488) 
<F+>

*Saga*: a grande histria do Brasil. So Paulo, Abril Cultural, 1981.
<R->

<29>
O que diz a imagem

<R+>
 1- Na linha do tempo a seguir, cada letra representa um dos lugares
explorados pelos portugueses na costa da frica, durante o sculo XV. De
acordo com as informaes apresentadas no mapa, escreva o nome de cada um desses lugares.
<P>
_`[{linha do tempo adaptada_`]
<F->
:: 1400 -- 
    1415 -- A .....
    1434 -- B .....
    1456 -- C .....
    1472 -- D .....
    1483 -- E .....
    1488 -- F .....
    1500 -- ::o
<F+>

 2- Qual  o perodo de tempo que foi representado nessa linha do tempo?
 3- A que sculo pertence esse perodo de tempo?
<R->

 bom saber

  Alguns anos depois que Portugal iniciou as expedies martimas, a Espanha tambm comeou a enviar embarcaes ao oceano Atlntico.
  Essas expedies levavam portugueses e espanhis a muitas terras que, at ento, eles desconheciam.
  Para dividir as novas terras que conquistavam, Portugal e Espanha assinaram, em 1494, o Tratado de Tordesilhas, que estabelecia uma linha divisria. As terras situadas a oeste dessa linha pertenceriam  Espanha, e as terras a leste pertenceriam a Portugal.
<30>
  Os portugueses s conseguiram encontrar o caminho martimo para as ndias no final do sculo XV. Essa descoberta foi feita pelo navegador Vasco da Gama.
  Ele partiu de Lisboa em 1498 e navegou pelo oceano Atlntico at atingir o cabo da Boa Esperana. Contornou o cabo e navegou nas guas do oceano ndico at chegar a Calicute, na ndia. Vasco da Gama retornou a Portugal com seus navios carregados de especiarias e de outros produtos, e foi recebido como heri pelos portugueses.
  Devido ao sucesso da viagem de Vasco da Gama, o governo portugus preparou uma nova expedio com destino s ndias. O comando dessa expedio foi entregue ao nobre portugus Pedro lvares Cabral.
  A esquadra partiu de Lisboa em maro de 1500 e, durante o trajeto, afastou-se da costa africana. No dia 22 de abril desse mesmo ano, Cabral e sua esquadra avistaram terra. Em nome do rei de Portugal, ele tomou posse da terra em que havia chegado e deu-lhe o nome de Ilha de Vera Cruz. Dias depois partiu para as ndias.

<R+>
 o Observe, no contedo do mapa da pgina 33, o ano em que ocorreu a primeira expedio martima portuguesa de explorao da costa africana. Quanto tempo se passou entre essa expedio e a de Vasco da Gama, que encontrou o caminho martimo para as ndias? 
<R->
<P>
 bom saber

  As expedies martimas realizadas nos sculos XV e XVI, principalmente, por portugueses e espanhis, ficaram conhecidas como Grandes Navegaes. Elas tinham como objetivo encontrar outras terras e novas rotas comerciais, e possibilitaram a expanso do mundo conhecido pelos europeus.
  Alm de Vasco da Gama e de Pedro lvares Cabral, vrios outros navegadores comandaram importantes expedies. Conhea outros dois desses navegadores: Bartolomeu Dias e Cristvo Colombo.
  O portugus Bartolomeu Dias foi o primeiro navegador a encontrar o caminho martimo para o oceano ndico. Partindo de Lisboa em 1488, ele navegou para o sul contornando a costa da frica. Ao chegar ao extremo sul do continente africano, navegou at contornar o cabo que viria a se chamar cabo da Boa Esperana. Quando ele percebeu que tinha encontrado a passagem para o oceano ndico, retornou para Portugal.
<31>
  Cristvo Colombo, navegador italiano, acreditava que seria possvel chegar at as ndias partindo da Europa e navegando sempre na direo oeste. Apoiado pelo rei espanhol, que decidiu financiar sua expedio, Colombo partiu do porto de Palos, na Espanha, no comando de uma esquadra composta de trs caravelas: Pinta, Nia e Santa Maria. No dia 12 de outubro de 1492, ele e sua esquadra chegaram ao territrio que hoje corresponde  Amrica, acreditando ter chegado s ndias.

Atividades

<R+>
1- O mapa a seguir representa as rotas percorridas por alguns dos principais navegadores europeus do sculo XV. De acordo com as informaes apresentadas, escreva o nome dos navegadores que percorreram essas rotas e a letra correspondente.

Rotas das principais expedies martimas no sculo XV

_`[{rotas destacadas no mapa, transcritas a seguir_`]
 A -- Palos ::o Amrica
 B -- Lisboa ::o Porto Seguro ::o Melinde ::o Calicute
 C -- Lisboa ::o Sofala ::o Melinde ::o Calicute
 D -- Lisboa ::o Cabo da Boa Esperana

*Saga*: a grande histria do Brasil. So Paulo, Abril Cultural, 1981.
<R->
<32>
<P>
Passeando pela histria

O desenvolvimento das tcnicas de
  navegao

  As Grandes Navegaes tornaram-se possveis devido ao aperfeioamento e  inveno de diferentes instrumentos e meios de transporte martimos.
  Entre alguns dos avanos que possibilitaram aos europeus a explorao dos oceanos destaca-se o aperfeioamento de instrumentos de navegao, como a bssola e o astrolbio. Esses instrumentos possibilitaram uma melhor orientao em alto-mar.
  A bssola j era utilizada pelos chineses, h cerca de 2000 anos, e foi aperfeioada pelos europeus.
  Composto de uma agulha que aponta para o norte, esse instrumento permitia que os navegadores se orientassem em alto-mar, identificando a direo para onde estavam rumando.
  Utilizado h mais de 2000 anos por navegantes chineses e rabes, o astrolbio teve seu uso aprimorado pelos portugueses.
  Por meio da medio da posio do Sol, o astrolbio ajudava a identificar a localizao da embarcao.
  O aprimoramento da cartografia e a elaborao de mapas mais precisos tambm foi de grande importncia para a navegao.
  Os mapas foram aperfeioados  medida que avanava a explorao de novas terras.

<R+>
_`[{reproduo de um mapa-mundi desenhado em pergaminho_`]
 Legenda: No mapa acima, feito em 1511 por Jernimo Marini, o nome Brasil aparece pela primeira vez fazendo referncia ao nosso atual territrio.
<R->
  
<33>
  O desenvolvimento das tcnicas de construo naval tornou possvel a fabricao de embarcaes mais rpidas e mais seguras. Conhea as principais caractersticas de algumas dessas embarcaes.
  A caravela foi utilizada pelos portugueses principalmente nas viagens de explorao no sculo XV. Essa embarcao media cerca de 25 metros de comprimento por 6 metros de largura, e tinha a capacidade de armazenamento entre 50 e 60 toneladas.
  As caravelas eram geis, rpidas e fceis de manobrar. Alm de serem seguras em alto-mar, elas podiam navegar junto  costa com pouco risco de encalhar.
  A nau era considerada uma evoluo da caravela. Essa embarcao era utilizada principalmente em atividades comerciais, como o transporte de mercadorias. Seu casco tinha cerca de 35 metros de comprimento por 8 metros de largura, e capacidade de carga de cerca de 500 toneladas.
  As naus eram navios pesados e lentos, mas muito resistentes s longas viagens, s tempestades e aos mares difceis de serem navegados.
  O galeo era um grande navio de guerra. Esse navio tinha cerca de 50 metros de comprimento, era mais estreito, rpido e mais fcil de manobrar do que as naus. Possua capacidade de carga de aproximadamente 500 toneladas e compartimentos para canhes.
  O galeo foi a principal embarcao utilizada por Portugal e pela Espanha na explorao de suas colnias na Amrica.

<R+>
 o Observe as informaes apresentadas sobre as embarcaes. Em seguida, elabore um quadro-resumo com as principais caractersticas de cada uma dessas embarcaes.
 o Atualmente, qual  o principal meio de transporte utilizado pelas pessoas em viagens entre pases distantes?
<R->
<34>
<P>
O cotidiano em alto-mar

  O cotidiano dos marinheiros dos sculos XV e XVI no era fcil. Durante as viagens, havia um grande nmero de tarefas para serem realizadas, como: bombear para fora da embarcao a gua que se infiltrava, fazer reparos nos navios, cozinhar, lavar, costurar, mudar constantemente a posio das velas de acordo com a mudana dos ventos, entre outras.
  A alimentao dos marinheiros geralmente era composta de carne-seca, arroz, ervilha seca, queijo, cebola, alho, vinho e peixe. Devido ao calor e  umidade, a comida facilmente se estragava, o que ocasionava fome e doenas na tripulao.
  A gua potvel era um artigo precioso. Embora os barcos costumassem partir com uma boa quantidade de gua, ela geralmente era insuficiente para toda a viagem, que podia durar vrios meses ou, at mesmo, anos.
  Assim, os marinheiros precisavam recolher gua da chuva ou reabastecer o estoque em alguns dos lugares onde paravam.
<35>
  Nas embarcaes, normalmente, no havia gua para o banho e as condies de higiene eram precrias, o que favorecia a ocorrncia de doenas, como o tifo e a peste bubnica.
  Entretanto, a doena mais comum nos navios era o escorbuto, que provocava o inchao das gengivas e a perda dos dentes e, em muitos casos, at causava mortes. Essa doena surgia devido  falta de vitamina C, encontrada em alimentos frescos como frutas e vegetais. Alimentos como esses no eram levados nas embarcaes, pois estragavam com muita facilidade.
  Nas poucas horas de folga que tinham, os marinheiros divertiam-se cantando, contando histrias, pescando, jogando cartas ou, mais raramente, lendo livros. Porm, a maior alegria e o momento mais festejado pelos marinheiros era quando, depois de uma longa viagem, eles chegavam a terra.

<r+>
 o Na poca das Grandes Navegaes, como eram movidas as embarcaes?
 o Converse com os colegas sobre as principais dificuldades enfrentadas pelos marinheiros durante as viagens.
 o Na sua opinio, qual era a maior dificuldade enfrentada pelos marinheiros? Por qu?
 o Voc acha que hoje em dia, os marinheiros enfrentam dificuldades semelhantes s que eram enfrentadas pelos viajantes dos sculos XV e XVI? Comente.
<R->

<36>
Os primeiros contatos entre 
  indgenas e portugueses

  Os primeiros indgenas que Cabral e sua frota encontraram nestas terras, em 1500, faziam parte de um grande grupo lingstico chamado Tupi-Guarani. Esse grupo era formado por diversos povos. Observe os nomes de alguns desses povos a seguir.

<R+>
Povos indgenas do litoral
  pertencentes ao grupo
  Tupi-Guarani, no incio do
  sculo XVI

 Potiguar
 Caet
 Tupinamb
 Tupininamb
 Tupiniquim
 Tamoio
 Carij 

Luiz Koshiba. *O ndio e a
  conquista portuguesa*. So Paulo, Atual, 1994.

 o De acordo com o mapa, onde viviam esses povos indgenas?
<R->
 No interior do territrio
 No litoral do territrio
<P>
  Os povos que pertenciam ao grupo Tupi-Guarani falavam uma lngua semelhante e tinham costumes parecidos.
  Apesar disso, muitos desses povos eram rivais e, freqentemente, guerreavam entre si. O objetivo dessas guerras era vingar os antepassados que tinham sido mortos pelos povos inimigos em batalhas anteriores.
<37>
  Veja a seguir alguns costumes que eram semelhantes entre os Tupi-Guarani.
  Grande parte dos povos Tupi-
 -Guarani costumava morar em aldeias, geralmente compostas de quatro a sete casas, cobertas de palha e agrupadas em torno de um ptio central. Nesse ptio eram realizadas, por exemplo, as reunies da comunidade e as cerimnias.
  As casas eram grandes e abrigavam, cada uma, cerca de 40 pessoas. Nelas, no havia diviso interna, mas cada uma das famlias que nelas vivia tinha o seu espao, onde podia cozinhar e instalar sua rede de dormir.
  Cada aldeia tinha um chefe. O chefe era muito respeitado, porm vivia da mesma maneira que as demais pessoas da aldeia.
  Os assuntos mais importantes, geralmente, eram resolvidos em assemblias em que os ancios tinham uma grande influncia.
  Esses povos obtinham o alimento por meio da caa, da pesca, da coleta de frutos e da prtica de uma pequena agricultura.
  Plantavam, por exemplo, milho, mandioca, batata-doce e pimenta.
  Quando os recursos de um lugar comeavam a se tornar escassos ou a terra ficava fraca, eles mudavam-se para um outro local. Desse modo, a terra podia recuperar sua fertilidade.
  Nesse novo local, alm de praticar a caa, a pesca e a coleta de frutos, os Tupi-Guarani construam uma outra aldeia e iniciavam uma nova lavoura.
<38>
  Os povos indgenas tambm no tinham a preocupao de acumular riquezas, e procuravam viver com igualdade: o que caavam, pescavam ou produziam, geralmente, era dividido entre todos os membros da comunidade.

<R+>
 o Converse com os colegas sobre os seguintes aspectos do modo de vida dos povos Tupi-Guarani.
<R->
 Tipo de moradia
 Maneiras de obter os alimentos
 Formas de tomar decises

 bom saber

  Muitos dos hbitos e costumes dos Tupi-Guarani foram sendo passados de gerao em gerao e permaneceram at hoje entre os indgenas pertencentes a esse grupo.
  Por exemplo, hoje em dia, alguns desses povos continuam construindo a aldeia em forma de crculo, como  o caso dos Tapirap que vivem nos estados de Tocantins e do Mato Grosso.
<39>
  Aps chegarem a este territrio, os portugueses comearam a procurar riquezas como ouro, prata, pedras preciosas, e tambm especiarias. Eles no encontraram essas riquezas, porm havia nestas terras uma rvore que despertou seu interesse: o pau-brasil.
  Essa rvore de madeira vermelha, utilizada na produo de um corante para tingir tecidos, era muito valorizada na Europa.
  Para explorar o pau-brasil, os portugueses estabeleceram um sistema de trocas com os povos indgenas, chamado escambo. Nesse sistema, os indgenas derrubavam as rvores de pau-brasil e transportavam as toras at as feitorias. Em troca do trabalho realizado, recebiam produtos, como espelhos, tecidos, pentes e, principalmente, ferramentas de metal, entre elas machados e faces.
  Essas ferramentas de metal comearam a ser muito valorizadas pelos povos indgenas, pois eles estavam acostumados a utilizar instrumentos feitos de pedra e madeira.
  Para conseguir as ferramentas, os indgenas procuravam os portugueses e se esforavam para atrair sua ateno. O texto a seguir fala sobre isso. Leia-o.

  [...] Preparavam depsitos de toras de pau-brasil prximos dos ancoradouros; acendiam fogueiras nas praias para atrair a ateno dos navios que passavam ao largo; nadavam at eles para perguntar se os europeus queriam as madeiras. [...]

<R+>
Mrio Maestri. *Terra do Brasil*: a conquista lusitana e o genocdio tupinamb. So Paulo, Moderna, 1993.
<R->

O que diz o texto

<R+>
 1- Como os indgenas tentavam atrair a ateno dos europeus?
<P>
 2- O que os indgenas ofereciam em troca dos produtos europeus?
 3- Na sua opinio, por que os indgenas tinham tanto interesse nas ferramentas de metal? Comente.
<R->

<40>
As terras indgenas viram colnia 
  de Portugal

  Durante cerca de 30 anos, os portugueses exploraram o pau-brasil praticando o escambo com os indgenas. Entretanto, os franceses tambm comearam a explorar o pau-brasil e a construir feitorias no litoral do nosso territrio.
  Portugal tentava evitar essa explorao enviando expedies para combater os navios franceses e destruir suas feitorias.
  Para no perder as novas terras para outros conquistadores, o rei de Portugal decidiu iniciar a colonizao dessas terras, ou seja, comear a ocupar o territrio.
<P>
  Na primeira expedio colonizadora enviada para c chegaram vrios portugueses para viver e colonizar o territrio. Essa expedio foi comandada por Martim Afonso de Souza, que, em 1532, fundou So Vicente, a primeira vila nestas terras. A partir de ento, este territrio tornou-se colnia de Portugal.

<R+>
_`[{foto de um engenho de acar abandonado_`]
 Legenda: Alm de fundar a primeira vila, Martim Afonso deu incio  produo de acar neste territrio. Para isso, ele formou canaviais e construiu o primeiro engenho de acar, prximo  vila de So Vicente.
  A fotografia, tirada em 1999, retrata as runas desse engenho, conhecido como So Jorge dos Erasmos.

 o *Colnia*  a denominao dada a um territrio ocupado, dominado e administrado por uma nao ou reino e que fica situado fora de suas fronteiras geogrficas. Com base nessa afirmao, converse com os colegas sobre o que significou a colonizao do territrio que hoje corresponde ao Brasil.
<R->

<41>
  O territrio da Colnia portuguesa era bastante extenso e difcil de ser protegido. Para garantir a posse das terras, era necessrio povo-la e explor-la. Porm, isso custaria muito dinheiro  Coroa portuguesa.
  O rei de Portugal decidiu, ento, dividir o territrio em 15 capitanias hereditrias e entreg-las aos donatrios, portugueses que deveriam usar recursos prprios para povoar e explorar as terras recebidas.

<R+>
_`[{mapa descrito por sua legenda_`]
 Legenda: Reproduo de um mapa feito no sculo XVI. Ele representa a vila de Olinda, fundada em 1535 por Duarte Coelho, donatrio da capitania de Pernambuco. Assim como Olinda, vrias outras vilas foram fundadas para serem as capitais das capitanias.
<R->

  Os donatrios tinham grande poder na Colnia. Eles podiam, por exemplo, doar sesmarias, que eram grandes lotes de terra para serem cultivados por colonos portugueses. As pessoas que recebiam os lotes de terra, alm de cultivar as plantaes deveriam criar animais e auxiliar a povoar e colonizar o territrio.
  Os donatrios podiam, ainda, cobrar impostos dos colonos, fundar vilas e escravizar indgenas. No entanto, os donatrios tinham tambm obrigaes, como defender as terras recebidas contra invasores, alm de cultivar canaviais e construir engenhos de acar.
<P>
<R+>
 o O que levou o rei de Portugal a dividir o territrio em capitanias?
<R->

Minhas idias, nossas idias

<R+>
 o Ao dividir o territrio em capitanias para serem povoadas, o rei de Portugal ignorou que estas terras j tivessem dono. Como voc acha que os povos indgenas reagiram  ocupao de suas terras por colonos portugueses?
<R->

<42>
Um governo portugus na Colnia

  A diviso da Colnia em capitanias hereditrias no deu os resultados esperados pela Coroa portuguesa. As capitanias de So Vicente e Pernambuco foram as nicas que prosperaram. As demais capitanias no se desenvolveram devido  falta de interesse de alguns donatrios em coloniz-las e, tambm, por causa de constantes ataques de indgenas que lutavam para defender suas terras.
  O rei de Portugal decidiu, ento, criar um governo-geral para centralizar a administrao da Colnia. O lugar escolhido para ser a sede do governo-geral foi a capitania da Bahia de Todos os Santos.
  O governador-geral enviado pelo rei foi Tom de Souza, que chegou  Bahia de Todos os Santos em 1549. Ele deveria organizar a administrao da Colnia e auxiliar os donatrios na administrao e na defesa das capitanias.
  O texto a seguir descreve as principais tarefas que Tom de Souza deveria realizar neste territrio. Leia-o.

  [...] Alm de centralizar o poder, construir uma fortaleza, visitar e proteger as demais capitanias, redistribuir terras, regulamentar a relao entre colonos e nativos e incentivar incurses ao interior, Tom de Souza deveria
<P>
 tambm atacar e punir indgenas hostis [...].

<R+>
Eduardo Bueno. *Brasil*: uma Histria. So Paulo, tica, 2002.
<R->

O que diz o texto

<R+>
 1- Copie do texto os trechos que descrevem quais deveriam ser as tarefas de Tom de Souza.
 2- Por que alguns indgenas eram considerados hostis pelos portugueses?
<R->

<43>
  Aps a chegada  Bahia, Tom de Souza deu incio  construo da cidade de Salvador, que passou a ser o centro administrativo do governo-geral e tambm a capital da Colnia.
  Junto com Tom de Souza, foram enviados alguns funcionrios com a tarefa de auxiliar o governador-geral na administrao da Colnia. Veja quais eram os cargos mais importantes e quais as funes que seus ocupantes deveriam realizar.
<R+>
 -- Ouvidor-mor: encarregado de administrar a justia e fazer cumprir as leis.
 -- Provedor-mor: responsvel pela arrecadao dos impostos e pelo controle de tudo o que seria produzido na Colnia.
 -- Capito-mor: encarregado da defesa do litoral do territrio.

 o A partir das informaes acima, complete o esquema a seguir com os nomes dos cargos ocupados pelos responsveis pela administrao da Colnia.

 Rei 
 Governo da Colnia ..... 
 Justia ..... 
 Impostos .....
 Defesa .....

 o Na Colnia, a pessoa que ocupava o cargo de ouvidor-mor era responsvel por fazer cumprir as leis. Quem decretava essas leis?
 o Para onde eram enviados os impostos arrecadados pelo provedor-mor?
<R->

 bom saber

  Tom de Souza permaneceu no governo-geral at 1553. Depois dele, houve vrios outros governadores, como Duarte da Costa (1553-1558) e Mem de S (1558-1572). No ano de 1572, o rei de Portugal decidiu dividir o governo-geral em dois para facilitar a administrao da Colnia. Um dos governos permaneceu em Salvador e o outro passou a ser exercido no Rio de Janeiro. Porm, em 1578, o governo voltou a ser centralizado em Salvador, pois a diviso no facilitou a administrao conforme a Coroa portuguesa esperava.
<44>
<P>
Passeando pela histria

As vilas e cidades fundadas no 
  sculo XVI

  Observe a descrio do mapa a seguir.

Vilas e cidades fundadas no 
  sculo XVI

<R+>
_`[{o mapa mostra as cidades e vilas nas terras pertencentes a 
  Portugal. A maioria est localizada prxima ao litoral. Relao a seguir_`]
 Cidades:
  Salvador (1549)
  Rio de Janeiro (1565)
  Filipia (1595)
 Vilas:
  So Vicente (1532)
  Santos (1534)
  Porto Seguro (1535)
  Olinda (1535)
  Santa Cruz (1536)
  Ilhus (1536)
  Iguau (1536)
  Esprito Santo (1551)
  Vitria (1551)
  So Paulo (1554)
  Itanham (1561)
  So Cristvo (1590)
  Natal (1593)
  Canania (1600)

Adaptado de Jos Jobson de A. Arruda. *Atlas Histrico
  Bsico*. So Paulo, tica, 1995.

 1- Quais informaes sobre as vilas e cidades do sculo XVI esto representadas no mapa acima?
 2- De acordo com o mapa, onde estava situada a maioria das vilas e cidades, no sculo XVI: no interior ou no litoral do territrio?
 3- Quantas cidades haviam sido fundadas na Colnia portuguesa no sculo XVI? Quais eram os nomes delas?
<P>
 4- Algumas dessas vilas e cidades tornaram-se atuais capitais de estados brasileiros. Quais so elas?
 5- Quais das vilas e cidades apresentadas no mapa voc conhece ou de qual delas j ouviu falar? O que voc sabe sobre elas?
<R->

<45>
  As vilas e cidades fundadas pelos portugueses foram de grande importncia para povoar e assegurar para Portugal a posse das terras.
  Para administrar essas vilas e cidades foram criadas as Cmaras Municipais, que eram encarregadas de fazer cumprir as ordens da Coroa portuguesa e do governo-geral. Alm disso, essas cmaras deviam executar as leis, cobrar impostos, controlar o abastecimento de alimentos, entre outras atribuies.
  As Cmaras Municipais eram formadas por trs ou quatro vereadores e um juiz. Esses governantes eram escolhidos principalmente pelos grandes proprietrios de terras. Dessa forma, a administrao das vilas e cidades acabava ficando nas mos das pessoas mais ricas.

<R+>
_`[{foto de um prdio com uma torre e relgio_`]
 Legenda: A fotografia acima, tirada em 1885, retrata a Cmara Municipal de Salvador no estado da Bahia.
  Ela foi instalada em 13 de junho de 1549. Em 1660, o ento governador-geral Francisco Barreto de Menezes construiu o atual prdio. Daquela poca at os dias de hoje, o prdio passou por vrias e grandes reformas, sendo a ltima em 1969 que devolveu ao prdio a sua arquitetura original.
<R->

<46>
  Duas vilas fundadas no sculo XVI tornaram-se as maiores cidades brasileiras da atualidade: So Paulo e Rio de Janeiro. Veja algumas informaes sobre quando e como essas cidades foram fundadas.
  A formao de So Paulo teve incio em 1554, quando alguns padres jesutas portugueses fundaram um colgio no interior da capitania de So Vicente. Esses padres pretendiam catequizar os povos indgenas que viviam em uma regio conhecida como campos de Piratininga.
  Aos poucos, ao redor desse colgio, foi se formando um povoado, onde viviam, principalmente, colonos portugueses e indgenas catequizados. No ano de 1560, esse povoado recebeu o ttulo de vila, passando a se chamar vila de So Paulo de Piratininga.
  A origem do Rio de Janeiro est ligada  invaso da baa de Guanabara pelos franceses, que fundaram nesse lugar uma colnia chamada Frana Antrtica, em 1555. Os franceses aliaram-se aos Tamoios, povo indgena que vivia na regio, e, dessa forma, passaram a representar uma grande ameaa ao domnio de Portugal.
  Os portugueses lutaram durante muitos anos para expulsar os franceses. Em 1565, depois de estabelecer acordos de paz com os Tamoios, os portugueses fundaram uma vila na baa de Guanabara. Essa vila recebeu o nome de So Sebastio do Rio de Janeiro.
  Em 1567, Portugal conseguiu expulsar definitivamente os franceses e recuperou o domnio total da regio.

<47>
Mais atividades

<R+>
1- As palavras no quadro referem-se s respostas das questes abaixo. Identifique a resposta das questes e relacione os nmeros s letras correspondentes.

 1) Vasco da Gama 
 2) ndias 
 3) Galeo 
 4) especiarias
 5) Tordesilhas 
 6) expedies 
 7) bssola 
 8) caravela 
 9) nau

 a) Embarcao utilizada no perodo das Grandes Navegaes, principalmente na realizao de atividades comerciais, como o transporte de mercadorias.
 b) Um dos principais objetivos dos portugueses ao se lanar s navegaes era o de encontrar um caminho martimo para as...
 c) Principal embarcao utilizada pelos portugueses nas viagens de explorao do sculo XV.
 d) Produtos encontrados nas ndias e utilizados pelos europeus como tempero e na conservao de alimentos.
 e) Navegador que realizou o sonho portugus de chegar s ndias por um caminho martimo.
<P>
 f) Tratado assinado entre Portugal e Espanha para dividir entre esses dois reinos as novas terras conquistadas.
 g) Viagens organizadas durante os sculos XV e XVI, principalmente pelos portugueses e espanhis, com o objetivo de encontrar outras terras e novas rotas comerciais.
 h) Embarcao de guerra utilizada por Portugal e Espanha, principalmente, na explorao de suas colnias na Amrica.
 i) Instrumento que indica as direes, utilizado pelos navegadores para se orientar em alto-mar.
<R->

Pesquisa

  Faa uma pesquisa sobre algum povo indgena que vive no Brasil e procure conhecer alguns aspectos do seu modo de vida: como  a casa e a aldeia onde vivem, como so
<P>
 tomadas as decises no grupo, como esse grupo obtm os alimentos.
  Anote as informaes. Em seguida, compare o modo de vida do povo que voc pesquisou com as informaes sobre os povos indgenas Tupi-Guarani, apresentadas nas pginas de 48 a 50. Identifique as principais semelhanas e as diferenas entre esses povos.

               oooooooooooo
<48>
<P>
Unidade 3

Na poca dos engenhos

  Observe a seguir a descrio da reproduo de uma gravura feita pelo artista alemo Johann 
 Moritz Rugendas, quando esteve no Brasil entre 1821 e 1825.

<R+>
_`[{escravos, vigiados pelo feitor e observados pelo senhor de engenho, levam cana-de-acar de um carro de bois at a moenda_`]

Johann Moritz Rugendas. *Engenho de Acar*. 19,9 {" 28,2 cm.

 o O que essa gravura est retratando?
 o Qual era o principal produto fabricado nesse lugar?
 o Quais elementos da gravura fornecem informaes que permitem identificar a atividade que est sendo realizada?
 o Quem so as pessoas que esto trabalhando?
 o De acordo com os elementos presentes na descrio da imagem, ela representa uma situao antiga ou atual? Como  possvel perceber isso?
 o Na sua opinio, a atividade representada est sendo realizada na rea rural ou na rea urbana? Por qu?
<R->
<49>

A produo agrcola no Brasil
  atual

  O Brasil  um pas que possui uma das maiores produes agrcolas do mundo. Em nossas lavouras so cultivados os mais diversos produtos, como arroz, soja, milho, trigo, legumes, frutas e verduras, entre muitos outros.
  Muitos desses produtos agrcolas so consumidos sem passar por processos industriais. Outros so utilizados como matrias-primas nas indstrias, para a elaborao de novos produtos.
<R+>
 o Apresentamos a seguir alguns produtos agrcolas. Escreva o nome de alguns produtos industrializados que so fabricados com essas matrias-primas.

Trigo -- Soja -- Milho -- 
  Cana-de-acar
<R->

  Entre os produtos agrcolas cultivados em nosso pas, um dos mais importantes  a cana-de-acar, que  cultivada em diversas regies do Brasil. A cana produzida  levada para usinas e  utilizada como matria-prima, por exemplo, na produo de acar e de lcool.

<R+>
_`[{foto de uma usina_`]
 Legenda: Essa fotografia, tirada em 1999, retrata uma usina de acar e lcool localizada no municpio de Campos, no estado do Rio de Janeiro.
  O acar produzido nas usinas  distribudo para todo o Brasil e, tambm, vendido para outros pases.
<R->

  A cana-de-acar foi o primeiro produto cultivado pelos portugueses em nosso territrio. Ela foi trazida para c, logo nos primeiros anos da colonizao, e passou a ser cultivada nas regies prximas ao litoral.
  Nas pginas a seguir, voc vai conhecer um pouco sobre a importncia do cultivo da cana-de-acar para a colonizao do nosso territrio e, tambm, sobre o dia-a-dia das pessoas que estavam envolvidas na produo do acar.

<50>
A cana-de-acar chega  Colnia

  Hoje em dia, o acar est presente em quase todos os lares e  utilizado na preparao dos mais diversos tipos de alimentos. Porm, h cerca de 500 anos, ele era um produto raro, difcil de ser encontrado em vrios lugares
<P>
do mundo, e, por isso, era bastante caro.
  Naquela poca, o acar era considerado uma especiaria, assim como o cravo, a canela e a noz-moscada. Ele era to valioso que chegava a ser vendido em gros, nas lojas de especiarias.
  O texto a seguir fala sobre o valor do acar na Europa e sobre sua utilizao, h cerca de 500 anos. Leia-o.

  [...] Para conseguir alguns gramas de acar era preciso ir s boticas -- as farmcias daquele tempo --, onde era vendido a peso de ouro. Servia, ento, como medicamento, para regenerar a sade e prevenir as doenas do peito, dos pulmes e da garganta.
   Aos poucos, porm, o doce sabor do acar foi-se tornando tambm importante no preparo dos alimentos, pois realava o gosto da gua ou do vinho e era indispensvel na
<P>
conservao das carnes e dos peixes. [...]

<R+>
Etelvina Trindade. *O trabalho nos engenhos*. So Paulo, Atual, 1996.

O que diz o texto

 1- De acordo com o texto, onde era possvel comprar acar?
 2- Copie o trecho do texto que se refere ao valor do acar na Europa, h cerca de 500 anos.
 3- Quais eram as principais utilidades do acar?
<R->

  Devido  sua raridade, o acar rendia grandes lucros a quem o produzisse. Interessado em obter esses lucros, o governo portugus decidiu dar incio ao cultivo da cana e  produo do acar nas terras que hoje correspondem ao Brasil. Alm dos lucros, os portugueses pretendiam ampliar o povoamento da Colnia portuguesa na Amrica e, assim, garantir a posse do territrio.
<51>
  Os portugueses comearam a produzir acar no nosso territrio logo nos primeiros anos da colonizao.
  Desde a instalao do primeiro engenho em So Vicente, por volta do ano de 1532, o nmero de engenhos e a produo de acar cresceram sem parar. No incio do sculo XVII, a Colnia portuguesa na Amrica j era a maior produtora mundial de acar.
  Observe o mapa. Ele mostra as zonas de cultivo de cana-de-acar e o nmero de engenhos nas regies aucareiras do nosso territrio, por volta do ano de 1600.

Os engenhos de acar na Colnia 
  portuguesa, por volta de 1600

<R+>
_`[{contedo do mapa, a seguir_`]
 Zonas de cultivo da cana-de-
  -acar: 
 66 engenhos distribudos entre a cidade da Paraba e as vilas de Natal, de Olinda, Recife, Porto Calvo e Penedo;
 36 engenhos entre a cidade de Salvador e a vila de Cachoeira;
 4 engenhos entre as vilas de Ilhus e Porto Seguro; 
 6 engenhos na vila de Vitria;
 3 engenhos entre a cidade do Rio de Janeiro e a Vila de Campos dos Goitacs;
 4 engenhos entre as vilas de So Paulo, Santos, e So Vicente.

*Saga*: a grande histria do Brasil. So Paulo, Abril Cultural, 1981.

O que diz a imagem

 1- De acordo com o mapa, quantos engenhos havia no territrio da Colnia portuguesa, por volta do ano de 1600?
 2- Em qual zona de cultivo de cana encontrava-se o maior nmero de engenhos?
<R->
<P>
  A produo do acar concentrou-se principalmente na faixa litornea da atual regio Nordeste do Brasil, pois essa regio ficava mais prxima do continente europeu. Um outro motivo que favoreceu a produo aucareira nessa regio foi por causa do solo e do clima que eram bastante adequados ao plantio da cana-de-acar.
  Devido a isso, nos sculos XVI e XVII, o Nordeste foi a regio da Colnia que teve maior ocupao.
  Quase todo o acar aqui produzido era destinado  venda na Europa. A maior parte do lucro dessa produo ficava com os comerciantes europeus e com os governantes portugueses.
<52>

A vida nos engenhos

  Ao mesmo tempo que aumentava o nmero de engenhos, cresciam tambm a rea de terras cultivadas e a populao da Colnia. Alm dos colonos portugueses que vinham para c, um grande nmero de africanos eram comprados na frica e trazidos para trabalhar como escravos nos engenhos.
  Apesar de, no incio do sculo XVII, j existirem vrias vilas e cidades na Colnia, a maioria da populao vivia na rea rural, especialmente nos engenhos.
  A princpio, dava-se o nome de engenho especificamente ao lugar onde era moda a cana e fabricado o acar. Mais tarde, a palavra engenho passou a ser utilizada para denominar toda a propriedade onde o acar era produzido, incluindo: a casa-grande, a senzala, a casa de engenho, a capela, os canaviais, e tambm as matas, de onde era extrada a lenha utilizada nos fornos.
  Observe na descrio da ilustrao a representao de um engenho.

<R+>
_`[{grande extenso de terra mostrando trabalhadores em diferentes atividades e, os elementos que faziam parte de um engenho, transcritos a seguir_`]
<R->
 1 -- Casa-grande 
 2 -- Senzala
 3 -- Casa de engenho
 4 -- Capela
 5 -- Canaviais
 6 -- Matas

<53>
  Os escravos de origem africana desempenhavam as mais diferentes funes e eram responsveis pela maioria dos trabalhos nos engenhos, por exemplo, plantar a cana-de-acar, fazer a colheita e levar a cana para moer e extrair o caldo utilizado na produo do acar.
  Alm dos escravos, tambm havia nos engenhos, em menor quantidade, empregados assalariados. Eles eram responsveis por diversas tarefas, como a fiscalizao do trabalho dos escravos e o controle de todas as fases da produo do acar.

O que diz a imagem

<R+>
1- Identifique na descrio da ilustrao os elementos que faziam parte de um engenho. Em seguida, anote o nome desses elementos e o nmero correspondente a cada um deles.
<R->

<54>
  Os dois grupos principais que viviam nos engenhos eram os moradores da casa-grande e os moradores da senzala. O modo de vida desses dois grupos era muito diferente.
  Na casa-grande moravam o proprietrio do engenho, conhecido como senhor-de-engenho, e sua famlia. Nela, tambm podiam viver parentes e amigos, que eram chamados de agregados.
  O senhor era a autoridade mxima em sua propriedade. Todos os moradores do engenho lhe deviam obedincia.
  No trecho do relato a seguir, o padre jesuta italiano Andr Joo Antonil, que veio para a Colnia portuguesa na Amrica no ano de 1686, fala sobre a autoridade do senhor-de-engenho. Leia-o.

  O ser senhor-de-engenho  ttulo a que muitos aspiram, porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado de muitos. [...]

<R+>
Andr Joo Antonil. *Cultura e opulncia no Brasil*. Belo Horizonte, Itatiaia, 1982.
<R->

  A casa-grande era a melhor construo do engenho. Geralmente, ela era feita com paredes de pedra ou tijolos, e tinha dois andares, grandes salas e muitos cmodos. Observe a seguir a planta de uma casa-grande.

<R+>
_`[{desenho mostrando a localizao dos diferentes cmodos da casa: uma cozinha, trs depsitos, uma despensa, um quarto, um sanitrio, uma sala de jantar, trs alcovas, cinco quartos, duas sala e uma varanda_`]
<R->

O que diz a imagem

<R+>
 1- Por quantos cmodos era formada a casa-grande representada na planta acima?
 2- De acordo com a planta, quantos cmodos diferentes havia nessa casa-grande?
<R->

<55>
  Em geral, nas casas-grande havia apenas os mveis e objetos necessrios para serem usados no dia-a-dia, como utenslios de barro, bas, mesas, cadeiras e camas de madeira. Porm, em alguns engenhos, os moradores das casas-
 -grande possuam mveis luxuosos, talheres e porcelanas.
  A alimentao na casa-grande geralmente era variada, e inclua arroz, feijo, pes, azeite de oliva, bacalhau, carnes de vaca e de porco, manteiga, queijos, ovos, frutas e legumes.
  O senhor-de-engenho era considerado o chefe da famlia e a mulher e os filhos lhe deviam total obedincia e respeito.
  No dia-a-dia, a mulher do senhor dedicava-se  tarefa de cuidar da casa, orientando as atividades dos escravos domsticos e, tambm, cuidava da educao dos filhos.
  A educao dada aos meninos era diferente da que era dada s meninas. O filho mais velho era educado para assumir o controle de tudo depois que o pai morresse, enquanto os demais filhos dedicavam-se aos estudos.
  As meninas no estudavam. Elas passavam o dia em casa fazendo trabalhos manuais e aprendendo, com suas mes, as tarefas de dona de casa que deveriam exercer quando se casassem. Em geral, as meninas se casavam muito novas com maridos que eram escolhidos pelos pais. Muitas vezes, elas s
<P>
conheciam seus maridos no dia da cerimnia do casamento.

<R+>
 o Compare a organizao da famlia do senhor-de-engenho com a de uma famlia da atualidade. Que aspectos mudaram e quais permaneceram na organizao familiar daquela poca at os dias de hoje?
<R->

<56>
  Na senzala viviam os escravos. Eles se levantavam ainda de madrugada e, vestidos com roupas feitas com panos simples de algodo, eram levados pelos feitores para o local de trabalho, onde passavam o dia todo.
  Ao anoitecer, eram recolhidos  senzala, uma construo baixa, geralmente feita com paredes de pau-a-pique e cho de terra.
  Em alguns engenhos, a senzala era uma construo comprida com poucas divises internas, onde dormiam amontoados homens, mulheres e crianas. Em outros, ela era composta por vrias e pequenas divises internas.
  Em geral, a senzala era construda prximo  casa-grande, pois assim os senhores podiam controlar melhor a vida dos escravos.
  Observe a seguir a descrio da planta de uma senzala.

<R+>
_`[{construo retangular dividida em 20 camadas idnticas_`]
 Legenda: A descrio da imagem  uma reproduo de uma planta de uma senzala que ficava localizada no engenho Pimentel, em So Sebastio do Pass, no atual estado da Bahia.
<R->

O que diz a imagem

<R+>
 1- Em quantos cmodos estava dividida a senzala representada na planta acima?
 2- De acordo com essa planta, a senzala possua cmodos diferentes, isto , com diferentes funes?
<R->

  Na hora de dormir, muitas vezes, os escravos eram acorrentados e passavam a noite deitados em esteiras ou diretamente no cho.
  A alimentao que recebiam costumava ser pouco variada. Era composta, basicamente, de farinha de mandioca, feijo, angu de milho e, s vezes,
sobras de carne que eram rejeitadas pelos moradores da casa-grande. Para preparar e consumir os alimentos, os escravos tinham poucos utenslios, como panelas e tigelas de barro e colheres de pau.
  Em algumas senzalas havia pequenos fogareiros, onde os escravos podiam preparar alimentos que cultivavam.
<57>
  Mesmo com a situao difcil em que viviam -- e contrariando a vontade dos senhores --, os escravos procuravam preservar hbitos e costumes trazidos da frica, por exemplo, praticando rituais religiosos ou danas, como o batuque. 
<P>
<R+>
 o Utilizando as informaes anteriores, faa um quadro como o apresentado a seguir e registre as principais caractersticas do modo de vida na casa-grande e na senzala.

 1) Moradores 
  a) casa-grande: .....
  b) senzala: .....
 2) Caractersticas da construo
  a) casa-grande: .....
  b) senzala: .....
 3) Mveis e utenslios utili-
  zados
  a) casa-grande: .....
  b) senzala: .....
 4) Alimentao 
  a) casa-grande: .....
  b) senzala: .....

 o Compare as informaes sobre o modo de vida dos escravos e o modo de vida do senhor-de-engenho e de sua famlia. Converse sobre as diferenas nas condi-
<P>
  es de vida desses dois grupos de pessoas.
<R->

<58>
Atividades

<R+>
 1- O processo de fabricao do acar nos engenhos era bastante trabalhoso e dependia de muitos escravos. A seguir, as etapas de produo de acar nos engenhos. Leia cada uma delas. Em seguida, identifique e escreva a ordem em que essas etapas eram realizadas. A primeira etapa  a que est indicada pela letra A e a ltima, pela letra F.
 A) Nos canaviais, a cana era colhida e transportada at a casa de engenho.
 B) Depois que esfriava, o melao era colocado em formas de barro, para endurecer e branquear.
 C) Ao chegar  casa de engenho, a cana era moda para se extrair o caldo.
<59>
<P>
 D) Quando branqueava, o acar era retirado das formas, batido e colocado ao Sol para secar.
 E) O caldo da cana era cozido para se retirar as impurezas e para engrossar, transformando-se em melao.
 F) Aps a secagem, o acar era encaixotado. Em seguida, levado at o porto onde era embarcado para a Europa.

 2- Observe novamente as ilustraes e descreva oralmente o trabalho que era realizado pelos escravos em cada uma das etapas de produo do acar.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 3- Alm dos escravos que trabalhavam na produo do acar, havia os chamados escravos domsticos que trabalhavam na casa-grande. Na sua opinio, quais eram as tarefas realizadas
  por esses escravos? Converse com os colegas.
<R->

<60>
Defendendo as terras conquistadas

  No sculo XVII, o acar era a principal riqueza da Amrica portuguesa.
  Essa riqueza atraiu para c outros europeus que invadiram e ocuparam as regies produtoras de acar que eram dominadas pelo governo portugus. Essa invaso tinha como objetivo controlar a produo do acar e dominar o comrcio desse produto na Europa.
  A primeira invaso ocorreu no ano de 1624, na cidade de Salvador, capital da Colnia.
  O texto a seguir conta como ocorreu essa invaso. Leia-o.

  [...] As tropas holandesas chegaram  Bahia em 16 de maio e, depois de muita luta, derrotaram os soldados portugueses que resistiam nos fortes construdos em volta da cidade, como o de Santo Antnio da Barra.
  A populao, armada com facas, paus e espingardas, tambm lutou para proteger a cidade. Diogo de Mendona Furtado, que governava a Colnia nessa poca, foi preso e enviado para a Europa, e muitas pessoas fugiram. [...]
  Os holandeses dominaram Salvador durante onze meses, sendo expulsos pelas tropas portuguesas em 1625. [...]

<R+>
Avanete Pereira Sousa.
*Salvador, capital da
Colnia*. So Paulo, Atual, 1995.

O que diz o texto

 1- De acordo com o texto, que povos invadiram Salvador, na Bahia?
 2- Quando ocorreu essa invaso?
 3- Alm dos soldados portugueses, quem mais participou da
<P>
  batalha contra as tropas holandesas?
 4- Durante quanto tempo os holandeses dominaram Salvador e o que aconteceu aps esse perodo?
<R->

<61>
  Apesar de terem sido expulsos da Bahia, os holandeses no perderam o interesse pelas terras que estavam sob o domnio de Portugal. Em 1630, outra esquadra holandesa invadiu a capitania de Pernambuco, a principal produtora de cana-de-acar naquela poca. Primeiramente, eles conquistaram a vila de Olinda, que era a capital dessa capitania, e estabeleceram a sede de seu governo no Recife, um pequeno vilarejo que ficava localizado ao sul de Olinda.
  Com essa invaso, os portugueses novamente tiveram que lutar para defender as terras, porm, em 1632, chegaram reforos da Holanda e os portugueses foram derrotados. Durante essa batalha, os holandeses incendiaram e destruram Olinda.
  Para governar as terras conquistadas pelos holandeses, foi nomeado o conde Maurcio de
 Nassau, que chegou a Pernambuco em 1637.
  Uma das primeiras medidas tomadas foi extinguir as Cmaras Municipais. Nassau tambm fez acordos com os senhores-de-engenho e, com isso, conseguiu dar continuidade  produo aucareira e garantiu o domnio holands.
  Alm disso, ele realizou muitas mudanas principalmente no Recife, como abertura de novas estradas, pavimentao de ruas, construo de pontes e de obras sanitrias, entre outras. Nassau tambm projetou e construiu uma cidade para ser a sede do governo holands neste territrio. Essa cidade foi chamada de Cidade Maurcia ou Mauricipolis.

<R+>
 o Que mudanas Nassau realizou no Recife durante o seu governo?
 o O governo holands tinha como objetivo principal explorar as riquezas da regio aucareira. Com base nessa afirmao,  possvel dizer que seus objetivos eram os mesmos do governo portugus? Comente.
<R->

<62>
  A luta dos portugueses contra os invasores holandeses continuou por vrios anos. Nessa luta, duas principais batalhas aconteceram no monte dos Guararapes, localizado na capitania de Pernambuco. Uma delas ocorreu em 1648, e a outra em 1649. Porm, os holandeses resistiram e somente foram derrotados e expulsos no ano de 1654. 
  Aps a expulso, os holandeses levaram consigo mudas de cana-de-
 -acar.
  Eles foram para as Antilhas, onde passaram a produzir acar para ser vendido na Europa. Isso ocasionou uma diminuio na venda do acar produzido na Colnia portuguesa na Amrica e provocou
<P>
muitos prejuzos para os produtores e a Coroa portuguesa.

 bom saber

  Durante o perodo da dominao holandesa, Recife tornou-se a capital da regio aucareira. Devido a isso, uma grande quantidade de pessoas passou a viver nessa cidade.
  Os holandeses que viviam no Recife fizeram construes de dois e trs andares, que seguiam um estilo de construo existente na Holanda.
  Ainda hoje, nessa cidade,  possvel encontrar construes que preservam as caractersticas da poca da ocupao holandesa.

<63> 
A economia colonial no
  sculo XVII

  Apesar de haver a concorrncia na produo aucareira pelos holandeses, o plantio da cana e a produo do acar continuaram sendo importantes atividades da economia da Colnia portuguesa na Amrica.
  A partir do sculo XVII, porm, outras atividades econmicas tambm ganharam importncia em nosso territrio.
  Observe na descrio do mapa abaixo quais eram essas atividades.

A economia no sculo XVII

<R+>
_`[{contedo do mapa transcrito a seguir_`]
 Atividades econmicas: cana-de-
  -acar, pecuria, minerao, drogas do serto.
 Rota de expanso da pecuria: indicada por setas vermelhas direcionadas para o interior da Colnia.
 
Jos Jobson de A. Arruda. *Atlas Histrico
Bsico*. So Paulo, tica, 1995.

O que diz a imagem

 1- Alm da cana-de-acar, quais eram as outras atividades econmicas que ganharam importncia na Colnia portuguesa, no sculo XVII?
 2- As setas vermelhas que aparecem no mapa se referem a qual atividade?
 3- Observe a direo predominante dessas setas e copie qual das opes abaixo indica como ocorreu a expanso dessa atividade na Colnia:
<R->
 Do interior para o litoral
 Do litoral para o interior

<64>
  A pecuria foi introduzida na Colnia pelos portugueses. A princpio, ela foi desenvolvida no litoral. Isso ocorreu porque, durante muito tempo, a maioria da populao colonial ficou concentrada nessa rea do territrio e nela estabeleceu os engenhos, as vilas e as cidades.
  A descrio da imagem a seguir representa algumas atividades em que era utilizado o gado bovino.

<R+>
_`[{ilustrao mostrando parelhas de bois movimentando a moenda e puxando a carroa carregada de cana-de-acar_`]
<R->

O que diz a imagem

<R+>
1- A ilustrao acima  uma representao de um engenho semelhante aos que havia no sculo XVII, na atual regio Nordeste. De acordo com a descrio da ilustrao, em quais tipos de atividades o gado bovino era utilizado nos engenhos? 
<R->

  Alm de auxiliar o trabalho nos engenhos, o gado bovino era utilizado na alimentao da populao que vivia nas regies aucareiras.
  Como as terras do litoral eram utilizadas principalmente para o cultivo da cana e a produo do acar, o rebanho bovino aos poucos foi sendo levado para o interior. Dessa forma, os criadores de gado tambm formaram muitas fazendas no interior do territrio.
  Nas fazendas, viviam os pro-
 prietrios, alguns indgenas e escravos de origem africana. Nessas fazendas no havia tanto trabalho quanto nos engenhos, pois o gado era criado solto no campo. O trabalho era realizado pelos escravos e tambm pelos vaqueiros, que eram homens livres que cuidavam do gado.
  Quando as pastagens de um lugar terminavam, o gado era levado para outros lugares do interior, e assim novas reas do territrio iam sendo exploradas.
  Alm das fazendas de gado bovino, no interior do territrio colonial foram formados vrios povoados.
<65>
  No sculo XVII tambm foram explorados em nosso territrio alguns produtos conhecidos como drogas do serto. A explorao desses produtos deu incio  ocupao da regio Amaznica, no norte da Colnia.
  Entre esses produtos destacavam-se: cravo, canela, cacau, guaran, urucum, baunilha, anil, castanha-do-par, salsaparrilha e alguns tipos de pimenta.
  As drogas do serto eram encontradas na floresta. Na coleta desses produtos era empregado o trabalho dos indgenas, pois eles eram profundos conhecedores das matas e das espcies vegetais que nelas havia.

<R+>
 o Em que lugares esses produtos podem ser adquiridos hoje em dia?
 o Cite alguns exemplos de como esses produtos so utilizados atualmente.
<R->

 bom saber

  No decorrer do sculo XVII, a Amaznia, regio onde as drogas do serto eram exploradas, passou a ser ocupada por padres de diferentes ordens religiosas. Esses padres vinham para a Amrica portuguesa com o objetivo de difundir o catolicismo, por meio da catequizao dos indgenas.
  Como o interior do territrio era habitado por diferentes grupos indgenas, esses padres foram adentrando o territrio, onde fundaram aldeamentos chamados de misses.
  Nessas misses, viviam os padres e tambm indgenas catequizados. Esses indgenas eram responsveis pela construo das moradias, pelo cultivo de alimentos, pela caa e pesca. Alm disso, eles coletavam nas florestas as drogas do serto. Os produtos coletados eram entregues a comerciantes, conhecidos como mascates, que os enviavam para a Europa.
  As misses foram organizadas pelos padres no apenas na Amaznia, mas tambm em diferentes regies do territrio colonial.
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  Uma outra atividade que tambm foi desenvolvida na Colnia e contribuiu para a explorao e ocupao do interior do territrio foi a minerao. Porm, essa atividade somente adquiriu grande importncia a partir do incio do sculo XVIII, quando teve incio a explorao de ricas jazidas de ouro onde hoje encontra-se o estado de Minas Gerais.
  At o final do sculo XVII, essa atividade foi pouco desenvolvida, pois somente haviam sido descobertas pequenas minas nas regies prximas a Canania e Taubat.

Passeando pela histria

 As lutas pela liberdade

  Como vimos, nas vrias atividades econmicas que foram sendo desenvolvidas em nosso territrio, houve a utilizao de mo-de-obra escrava africana e tambm indgena. No entanto, esses povos escravizados resistiram e lutaram para tentar se livrar da dominao.
  Os povos indgenas, alm de lutar contra a escravido, precisaram defender suas terras que foram sendo invadidas pelos portugueses. Para isso, os indgenas organizavam ataques aos povoados de colonos portugueses, engenhos e fazendas. Porm, por causa das perseguies e de doenas trazidas pelos portugueses, a populao indgena foi ficando cada vez menor. Muitos indgenas para sobreviver tiveram que se refugiar no interior do territrio.

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_`[{ilustrao mostrando portugueses com suas armas de fogo, indgenas com seus arcos e flechas e alguns homens feridos_`]

1- Essa imagem foi produzida pelo artista alemo Johann 
  Moritz Rugendas, por volta
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  de 1825. O que ela est retratando?
 2- Quais eram as armas utilizadas pelos indgenas e quais eram utilizadas pelos portugueses?
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  Assim como os indgenas, os africanos tambm lutaram contra a escravido, e resistiram de diversas maneiras. Destruio de plantaes, fugas e formao de quilombos eram algumas das formas de resistncia encontradas pelos escravos para se livrar da situao em que viviam.
  Os quilombos eram povoamentos, geralmente escondidos nas florestas, formados por escravos que conseguiam fugir do cativeiro. Muitos desses povoamentos foram utilizados como refgio por escravos que fugiram das fazendas canavieiras na poca das invases holandesas.
  Os moradores dos quilombos viviam principalmente da caa, da pesca e do cultivo de pequenas lavouras. Eles produziam, por exemplo, milho, mandioca, banana e cana-de-acar. Em alguns quilombos, como o de Palmares, parte da produo era comercializada com regies vizinhas.
  Os senhores e os governantes consideravam os quilombos uma ameaa ao sistema escravista, e por isso enviavam expedies para destru-los.
  A maioria dos quilombos foi destruda, porm muitos escaparam da destruio, e at hoje existem comunidades formadas por descendentes de escravos.
  Observe a fotografia de uma dessas comunidades.

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_`[{algumas casas espalhadas ao redor de extenso terreno; poucas crianas perto de uma das casas e animais no pasto_`]
 Legenda: Essa fotografia retrata o Quilombo do Jamary dos Pretos, que fica localizado no atual estado do Maranho. Essa comunidade  remanescente de um antigo quilombo que conseguiu resistir s perseguies.

3- Por que os governantes e os senhores consideravam os quilombos uma ameaa ao sistema escravista? 
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Mais atividades

Pesquisa

  Atualmente, o acar  fabricado em modernas usinas, e seu processo de produo  bastante diferente daquele que era utilizado nos engenhos.
  Junte-se a dois colegas e faam uma pesquisa sobre a produo de acar nas usinas na atualidade. Procurem informaes sobre os seguintes assuntos:
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 -- os principais produtos fabricados a partir da cana-de-acar;
 -- o destino do acar produzido no pas;
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 -- os meios de transporte utilizados para transportar a cana at as usinas;
 -- as condies de trabalho das pessoas empregadas no corte da cana.
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  Tragam a pesquisa para a sala de aula e comparem as informaes que vocs obtiveram com as informaes sobre o processo de produo do acar utilizado nos engenhos. Verifiquem quais foram as mudanas que ocorreram nesse processo de uma poca para a outra.

Minhas idias, nossas idias

  Vrias mudanas ocorreram no processo de produo do acar desde a poca dos engenhos. Porm, para os atuais trabalhadores dos canaviais as condies de trabalho continuam bastante penosas.
  Esses trabalhadores, geralmente, so contratados por um perodo determinado, e ganham apenas pelo dia trabalhado. Assim, muitos deles no possuem garantias trabalhistas, como frias, #,:o salrio e descanso semanal remunerado. Alm disso, a jornada de trabalho comea de madrugada e eles permanecem o dia todo na lavoura.

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 1- Por que  importante um trabalhador ter garantidos seus direitos trabalhistas?
 2- Com seu trabalho, os escravos dos engenhos produziam riquezas que eles no podiam usufruir. Esse  o caso de muitos dos atuais trabalhadores dos canaviais. Na sua opinio, por que essa situao ainda ocorre? 
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               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Primeira Parte